Dra. Kátia Cristina de Andrade Waldemarin CRMV 22832
O estado normal ou “fisiológico” de um organismo é conseguido por respostas adaptativas ao fluxo ininterrupto de vários estímulos. Essas respostas permitem às células e aos tecidos se adaptarem e viverem em equilíbrio com seu microambiente, preservando sua homeostasia.
A Acupuntura é a estimulação de pontos específicos do corpo com o objetivo de atingir um efeito terapêutico ou homeostático. Trata-se em parte, de uma terapia reflexa, em que o estímulo de uma área age sobre outras. Para esse fim, utiliza, principalmente, o estímulo nociceptivo.
Nesse contexto, a saúde é vista como existindo num fluxo contínuo, porque os ambientes externo e interno estão sempre mudando. A Acupuntura faz parte da MTC(Medicina Tradicional Chinesa) a qual emprega uma visão de saúde em sistemas integrados, considera o organismo como um todo. Suas técnicas de diagnóstico não procuram uma entidade patológica específica ou uma causa específica, mas a expressão integral do corpo, baseando-se na idéia de que uma parte não pode ser compreendida a não ser quando relacionada com o todo
É Importante a concepção de saúde como um estado relativo e dependente do meio. A Acupuntura, quando usada em funções que estão normais, ocorre pequeno ou nenhum efeito. É somente na disfunção que o “mecanismo de equilíbrio” mostra resultados claros.
Pontos de acupuntura são considerados as portas de entrada e saída de energia de um organismo. São áreas especiais onde é possível a manipulação da energia de um organismo para restauração de seu equilíbrio. Esses pontos são distribuídos ao longo de canais energéticos que interligam todo o organismo e por onde circula um fator principal, responsável por associar, regular e controlar as atividades funcionais do corpo. Esse fator é denominado Qi (leia-se tchi), considerado a energia vital circulante.
Sob o ponto de vista oriental, há dois grupamentos principais de pontos de acupuntura: os situados nos 14 canais (pontos ordinários) e os não situados sobre esses 14 canais, designados “pontos extras” ou “pontos extra-canal”.
Mapas chineses descreveram pontos de acupuntura para animais de interesse na produção. Mas, para animais de laboratório e de companhia, utiliza-se a técnica de transposição, uma adaptação dos pontos de acupuntura a partir de mapas para humanos. Ambas situações produzem resultados terapêuticos de igual eficácia.
Existem inúmeras técnicas tradicionais e modernas para estimulação do acuponto, dentre elas:
A escolha dos pontos é baseada na classificação do desequilíbrio apresentado. A estimulação de um determinado ponto possui indicações específicas que são expressas em seu nome chinês original, por exemplo Bai Hui – 20 UG. Porém a estimulação simultânea de dois ou mais pontos de acupuntura pode ampliar suas indicações específicas. A determinação do tratamento deve se basear nas categorias, nas quais os pontos de acupuntura são divididos ⇒ efeitos sistêmicos, efeitos locais, efeitos à distância.
Dra. Denise tratando um de nossos amiguinhos.
Dra. Denise tratando um de nossos amiguinhos.
A acupuntura não deve ser considerada como a única terapia de escolha. Deve-se ser criterioso para determinar os limites da sua utilização. Acupuntura deve ser encarada como mais uma ferramenta diagnóstica e terapêutica para o tratamento dos animais, deixando de lado medos e receios quanto à sua ação.
Para a maioria dos problemas que são resistentes ao tratamento convencional, a acupuntura é uma opção de tratamento que pode ser adjuvante ao tratamento inicial, ou de escolha, dependendo do tipo de alteração que o animal esteja apresentando. Em regra geral, toda doença funcional e reversível pode ser tratada com acupuntura, ou seja, se o animal apresentar algum problema congênito ou perda funcional total, a acupuntura não poderá atuar nestas situações.
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